sexta-feira, 23 de junho de 2017

「RB-01」Onna harakiri: sange (女学生・腹切り) - 1990


Olá, bando de perturbados!! (Eu estava pensando em chamá-los de galerinha, mas ficaria muito crap....) Essa é oficialmente a minha primeira resenha para o Filmes Perturbadores! Durante todo esse tempo, eu apenas operava nos bastidores fazendo coisas como: Divulgação, buscando filmes e arrumando a template. Como eu não sou professora para ficar escrevendo o meu nome no quadro negro, você pode conferir o meu nickname no final da postagem. Ah, eu já ia me esquecendo... você pode dar a sua opinião sobre está critica de filme, assim eu posso saber se devo continuar ou não.

Eu não sei muito sobre esse filme, tudo o que sei são algumas coisas que encontrei navegando pela internet. E quer saber? Não tem quase nada sobre ele em lugar nenhum, com exceção ao site IMDB que pode não ser uma fonte 100% confiável assim como a Wikipédia. De qualquer maneira, a produtora se chama Right Brain e as fitas VHS foram distribuídas originalmente por uma tal Fuji Planning cujo site oficial foi extinto a muito tempo.

Onna harakiri é o primeiro volume de uma coleção de filme envolvendo uma pratica japonesa chamada seppuku. Okay.... mas, o é isso "seppuku"? Vulgarmente conhecido no ocidente por harakiri, refere-se ao ritual suicida japonês reservado à classe guerreira, principalmente samurai, em que ocorre o suicídio por esventramento. Para quem ainda não entendeu, harakiri significa literalmente "cortar a barriga" ou "cortar o estômago", O Seppuku vive hoje em todo o cinema japonês, em fetiche doente e em crimes da Yakuza. Beleza, mas e o filme? Será que é bom mesmo?


O filme tem apenas 45 minutos de duração, mas acredite: Serão os minutos mais longo de sua vida! Digo isso porque ele é MUITO  parado, tudo nele acontece de maneira beeeem lenta. Sabe aquele episodio clássico do Mr. Bean onde tem uma velha que passa o episodio inteiro descendo as escadas? É lamentável dizer que aqui é chato da mesma forma. é preciso ter uma santa paciência para não abandonar o filme pela metade ou colocá-lo para correr na velocidade máxima. ONNA HARAKIRI poderia ter sido facilmente um curta de apenas 10 minutos e ainda sobraria tempo para um trailer. Eu poderia resumi-lo em apenas uma frase: A garota pega uma faca, abre a barriga, deita no chão e morre.... mas vamos fazer isso do jeitinho tradicional, né?

Uma mulher vestida com um tradicional kimono japonês, está iniciando um ritual Seppuku/Harakiri. Ela pega uma faca bem especifica para cometer tal suicídio, faz um suspense interminável só para guardar a faca novamente. Ela faz mais hora que o relógio de paris (estratégica do diretor para prolongar o filme). Ela finge que vai perfurar o estomago, mas só está enganando o espectador. Chega um momento que sentimentos vontade de entrar no filme e tirar a vida dela só de raiva. Uma vez que ela abre parte do seu kimono, ela acaricia o seu corpo com a faca para a felicidade dos fã de Suicide Dolls serie. Você jura que ela vai se matar, mas isso não acontece. Metade do filme é apenas enrolação. Depois de sermos enganados bastante com esse pseudo-Snuff film, finalmente a jovem suicida faz um corte de ponta a ponta no próprio estomago. O que se segue são os minutos finais com ela agonizando em dor até o seu ultimo segundo de vida.


Para quem gosta de Guinea pig e Tumbling Doll of Flesh, vai encontrar um enorme valor não só nesse filme, mas em toda coleção Harakiri de Yuuri Sunohara. Como eu não vi toda a coleção ainda (até porque esses filmes são bem raros), eu não tenho como dizer ainda o quanto feroz ou tediosa são os outros volumes. São seis filmes incluídos no box set que você pode adquirir em sites de vendas ou em torrents. No fim das contas, ONNA HARAKIRI possui efeitos especiais satisfatórios, é angustiante, mas a execução dele é tão lenta que só mesmo um verdadeiro amante do lado mais obscuro do cinema poderia amar. Na próxima resenha, falarei sobre o outro filme que também está incluindo nesse mesmo VHS. Qual a impressão que você teve sobre este filme? A sua opinião é muito importante!