quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A Beautyful Day To Die! (Rue Morgue, 2004)


Sinopse: Uma jovem é atacada por um caçador que ao invés de socorrê-la, captura ela para realizar os seus mais profanos desejos.

A Rue Morgue é um site erótico de fantasia com fotos e filmes de mulheres sendo vitimadas e algumas vezes, estupradas. Em sua pagina oficial (atualmente fora do ar), era possível encontrar mais de 200 videos eróticos e filmes que incluíam: Violência, necrofia, assassinato, estupro, pseudo-snuff e sexo. Claro que tudo isso era feito graças a magia dos efeitos especiais, ninguém era morto de verdade. O site foi removido da internet por algum motivo e a unica coisa que restou dele, foi esse site secundário com links quebrados, mas que ainda hoje é possível baixar algumas SAMPLE dos filmes que antes eram vendidos em DVD. A Rue Morgue Entertainment (não confunda com a Rue Morgue Magazine), não é a unica empresa do mercado a misturar morte fictícia, tortura e sexo. Sites como interrogation e PKF Studios também oferecem o mesmo tipo de entretenimento.

"A Beautyful Day To Die!" é apenas uma amostra do que era produzido na RM, você pode conferir o curta completo logo abaixo. Acredite ou não, esses filmes/videos são vendidos para um publico voyeur que compartilham o mesmo interesse sexual por mulheres sendo assassinadas em vídeo. Esse fetiche é insano demais para você?

sexta-feira, 23 de junho de 2017

「RB-01」Onna harakiri: sange (女学生・腹切り) - 1990


Olá, bando de perturbados!! (Eu estava pensando em chamá-los de galerinha, mas ficaria muito crap....) Essa é oficialmente a minha primeira resenha para o Filmes Perturbadores! Durante todo esse tempo, eu apenas operava nos bastidores fazendo coisas como: Divulgação, buscando filmes e arrumando a template. Como eu não sou professora para ficar escrevendo o meu nome no quadro negro, você pode conferir o meu nickname no final da postagem. Ah, eu já ia me esquecendo... você pode dar a sua opinião sobre está critica de filme, assim eu posso saber se devo continuar ou não.

Eu não sei muito sobre esse filme, tudo o que sei são algumas coisas que encontrei navegando pela internet. E quer saber? Não tem quase nada sobre ele em lugar nenhum, com exceção ao site IMDB que pode não ser uma fonte 100% confiável assim como a Wikipédia. De qualquer maneira, a produtora se chama Right Brain e as fitas VHS foram distribuídas originalmente por uma tal Fuji Planning cujo site oficial foi extinto a muito tempo.

Onna harakiri é o primeiro volume de uma coleção de filme envolvendo uma pratica japonesa chamada seppuku. Okay.... mas, o é isso "seppuku"? Vulgarmente conhecido no ocidente por harakiri, refere-se ao ritual suicida japonês reservado à classe guerreira, principalmente samurai, em que ocorre o suicídio por esventramento. Para quem ainda não entendeu, harakiri significa literalmente "cortar a barriga" ou "cortar o estômago", O Seppuku vive hoje em todo o cinema japonês, em fetiche doente e em crimes da Yakuza. Beleza, mas e o filme? Será que é bom mesmo?


O filme tem apenas 45 minutos de duração, mas acredite: Serão os minutos mais longo de sua vida! Digo isso porque ele é MUITO  parado, tudo nele acontece de maneira beeeem lenta. Sabe aquele episodio clássico do Mr. Bean onde tem uma velha que passa o episodio inteiro descendo as escadas? É lamentável dizer que aqui é chato da mesma forma. é preciso ter uma santa paciência para não abandonar o filme pela metade ou colocá-lo para correr na velocidade máxima. ONNA HARAKIRI poderia ter sido facilmente um curta de apenas 10 minutos e ainda sobraria tempo para um trailer. Eu poderia resumi-lo em apenas uma frase: A garota pega uma faca, abre a barriga, deita no chão e morre.... mas vamos fazer isso do jeitinho tradicional, né?

Uma mulher vestida com um tradicional kimono japonês, está iniciando um ritual Seppuku/Harakiri. Ela pega uma faca bem especifica para cometer tal suicídio, faz um suspense interminável só para guardar a faca novamente. Ela faz mais hora que o relógio de paris (estratégica do diretor para prolongar o filme). Ela finge que vai perfurar o estomago, mas só está enganando o espectador. Chega um momento que sentimentos vontade de entrar no filme e tirar a vida dela só de raiva. Uma vez que ela abre parte do seu kimono, ela acaricia o seu corpo com a faca para a felicidade dos fã de Suicide Dolls serie. Você jura que ela vai se matar, mas isso não acontece. Metade do filme é apenas enrolação. Depois de sermos enganados bastante com esse pseudo-Snuff film, finalmente a jovem suicida faz um corte de ponta a ponta no próprio estomago. O que se segue são os minutos finais com ela agonizando em dor até o seu ultimo segundo de vida.


Para quem gosta de Guinea pig e Tumbling Doll of Flesh, vai encontrar um enorme valor não só nesse filme, mas em toda coleção Harakiri de Yuuri Sunohara. Como eu não vi toda a coleção ainda (até porque esses filmes são bem raros), eu não tenho como dizer ainda o quanto feroz ou tediosa são os outros volumes. São seis filmes incluídos no box set que você pode adquirir em sites de vendas ou em torrents. No fim das contas, ONNA HARAKIRI possui efeitos especiais satisfatórios, é angustiante, mas a execução dele é tão lenta que só mesmo um verdadeiro amante do lado mais obscuro do cinema poderia amar. Na próxima resenha, falarei sobre o outro filme que também está incluindo nesse mesmo VHS. Qual a impressão que você teve sobre este filme? A sua opinião é muito importante! 

domingo, 22 de janeiro de 2017

Death Scenes 2 (1992)


Essa é a segunda parte da trilogia Death Scenes, um documentário de choque que mostra cenas brutais de morte e violência. O primeiro filme da franquia, é apresentado e narrado por uma figura notória nos anos 1960s, um satanista chamado Anton LaVey (o fundador da igreja de Satã e autor de A Bíblia Satânica). Contém possíveis spoilers !

Nesta sequência produzida em 1992, não temos mais Anton como narrador. Uma pena, pois ele era a figura perfeita para apresentar esse tipo de show de horrores. principalmente, se levarmos em consideração que Anton LaVey, já trabalhou como fotógrafo forense para o departamento de polícia em São Francisco por três anos (segundo a sua biografia, mas não há nenhum registro que comprove isso). Por outro lado... isso não prejudicou em nada a qualidade deste documentário, visto que ele é muito mais chocante que o primeiro. E para quem não tem estômago forte, é sempre bom avisar que não aconselhamos que veja este filme e nenhum outro do gênero!


DEATH SCENES 2 (ou Death Scenes 1 - Manson, na versão relançada para DVD fora de ordem cronológica), começa mostrando um rápido flashback do "Death Scenes" original de 1989. Logo, o filme mostra cenas intensas de mortes provocadas pela Segunda Guerra Mundial e várias fotos mórbidas dos anos 1940s e 1950s. Muito chocante, certo? No entanto, isso é só começo.

O documentário segue mostrando várias fotos criminais e vídeos de acidentes automobilísticos (muito comum em qualquer outra produção do gênero). E em um determinado momento, o documentário se torna um pouco mais "educacional" ao falar das mortes de vários celebridades e figuras importantes da história. Elvis Presley, Martin luther King, Che Guevara, John Kennedy, Lenny Bruce  e Marilyn Monroe, são só alguns dos nomes que aparecem aqui. Destaque para Béla Lugosi (o Dracula de 1931), que morreu e foi enterrado vestido com a capa e maquiagem do vampiro imortal. Depois de mostrar várias cenas de celebridade que morreram tragicamente (algo que pode ser interessante para uns e completamente desnecessário para outros), é chegada a hora de falar sobre os assassinatos cometidos pela família Manson.


Para quem não sabe, Charles Manson foi um líder de uma seita que cometeu diversos assassinatos na década de 60. Na visão de alguns de seus seguidores, ele era como a própria reencarnação de Jesus Cristo. Charles Manson acreditava que aconteceria uma guerra racial, onde os negros venceriam, mas acabariam perdendo o controle por não serem capazes de dominar. Ele também acreditava que em uma determinada data, aconteceria crimes tão brutais contra os brancos, que toda a culpa seria jogada contra os negros. E como isso não aconteceu, Manson decidiu juntar a sua "família" e fazê-lo por contra própria. E é sobre esses assassinatos que o filme vai falar. Vemos várias fotos criminais do assassinato de Sharon Tate — grávida de oito meses — e de seus amigos, bem como a morte do casal LaBianca (para mais informações, pesquise sobre o caso Tate-LaBianca). No ponto de vista jornalístico, essa é a parte mais interessante do filme e não é à toa que a palavra MANSON, vem como substituto na capa do DVD.

O nosso próximo vídeo, é sobre um incrível acidente que aconteceu durante as filmagens de Twilight Zone: The Movie (baseado na série de TV conhecida aqui no Brasil como "Além da imaginação"), onde um helicóptero caiu sobre o ator Vic Morrow e duas crianças. A cena é explosiva e perturbadora, sendo mostrada várias vezes em câmera lenta através de vários ângulos diferentes. Devido o acidente, as filmagens foram suspensas e os diretores John Landis e Steven Spielberg foram processados. Na sequência, vemos um homem com a cabeça perfeitamente cortada ao meio e sinceramente, essa é uma boa hora de desistir do filme ou preparar o seu balde de vômito.


Existem dois momentos no final do filme, em que são mostradas várias fotos grotescas de morte. Essas fotos são tão extremas de um jeito, que as imagens desta postagem nem chegam perto disso. Para se ter uma ideia, eu por exemplo nunca mais tive coragem de ver este documentário até o fim. Mas claro, se você é do tipo que passa várias horas em sites como bestgore, não vai ficar tão chocado assim. No entanto, temos que levar em consideração que este filme foi lançado em 1992. Imagine a cara das pessoas ao assistir isso em VHS? Acho que não verei Death Scenes 3 tão cedo...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Bad Cops (2000)


Eu sinceramente não quero falar muito sobre este filme. Porém, devido o fato de algumas pessoas considerarem ele como um "Shockumentary", pode se dizer que isso acabou me incomodando um pouco — principalmente, quando vejo ele sendo listado ao lado de Faces of Death e Banned in America — . Acontece que BAD COPS não tem nada de chocante e parece que todos os vídeos que existem nele, foram escolhidos aleatoriamente por uma pessoa que até então, nunca tinha visto nenhum shockumentary. Nem mesmo como documentário para criticar as brutalidades cometidas por polícias, ele funciona. Na verdade, ele não funciona de nenhuma maneira e não é à toa que este filme, coleciona inúmeras críticas negativas desde o seu lançamento. 

BAD COPS é narrado por dois comentaristas amadores. Eles apresentam vários flagrantes de vídeos onde polícias americanos, cometem algumas imprudências e abusos de poder. Então, aqui temos vários vídeos de acidentes de trânsito provocado por "policiais malvados" e algumas atitudes que não são consideradas politicamente corretas aos olhos da lei. Como por exemplo, polícias agredindo suspeitos após uma incansável perseguição de gato e rato. Falando desse jeito, até parece que encontraremos várias cenas de polícias covardes espancando inocentes ou atropelando todo mundo como no game GTA, né? Mas... isso tá longe de ser verdade. Este documentário tem cada vídeo estúpido, que só mesmo um antipolicial poderia encontrar algum valor.


A maioria dos vídeos em BAD COPS (para não dizer que são todos eles), são filmagens que foram feita pela câmera de um helicóptero. Sabendo disso, já é de se imaginar que a visão terrestre não é das melhores e também, não é possível ouvir nada além das hélices. Além disso, os narradores são tão idiotas como o João Kleber apresentando as pegadinhas.

Não se deixe levar pela frase no topo da capa, pois ela com certeza, é fake. Ninguém do THE TIMES disse que essa porcaria era "chocante e revoltante", isso é apenas uma estratégica de marketing para atrair espectadores (que por sinal, funcionou muito bem). Alguns dos vídeos em BAD COPS até que são interessantes, já outros nem passam perto disso. Mesmo assim, aqui encontraremos pelo menos um ou dois vídeos que podemos chamar de "assistível", mas não irei gerar nenhum SPOILER. Esse é simplesmente, o pior documentário que eu já assisti em toda minha vida. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

America's Sickest Home Videos Part 2 (2000)


Como você já deve ter percebido por causa do título, essa é a segunda parte do filme America's Sickest Home Videos. O primeiro foi produzido em 1999 e era basicamente, um filme meia-boca onde os personagens da "trama" assistiam alguns vídeos chocantes e outros bem idiotas. Esse foi produzido alguns meses depois. Mas, não sei dizer ao certo se ele chegou a ser lançado naquela época. De qualquer maneira, as duas partes foram produzidas pela Black Bambi Films e o nome do diretor não foi creditado.

Esse filme é descrito como sendo mais nojento e perturbador do que a primeira parte. Principalmente, nas sinopses em sites onde ele é vendido. Se olharmos para a capa e o aviso que existe impresso nela, parece mesmo que encontraremos algumas coisas bem nojentas e outros vídeos bem curiosos. Eu por exemplo, pensei que seria surpreendido bastante nesta sequência que prometeu muito e mostrou quase nada! Por sorte, eu não comprei esse filme e sou muito grato por isso. ;)

Em ASHV Part 2, não temos mais aqueles personagens toscos para dar um toque de humor ao documentário. Então, o filme agora adotou o formato shockumentary para mostrar cada um dos vídeos que o diretor considera "Sickest". Começamos com um vídeo onde um homem tenta atrapalhar o sono de seu amigo. Ele coloca o seu sapato com chulé para despertar o outro (ao som da trilha de abertura de Os Simpsons, vindo de uma TV ligada). Visto que isso não causou nenhum efeito, ele simplesmente tira as calças e resolve peidar na cara do amigo. Isso é engraçado? Não sei, parece coisas que encontramos facilmente hoje no YouTube ou What's App. Pensei que ele fosse defecar na cara do outro ou algo assim por causa da capa que é bem sugestiva. No próximo vídeo, conhecemos um homem que mostra alguns de seus piercings e seu pênis perfurado. Na sequência, vemos algumas cenas de um programa ou quadro de TV chamado Ask Dr. Parrish, onde os telespectadores fazem algumas perguntas estranhas. Como não tem legendas, é difícil descobrir onde está a graça nisso.


Depois de ver muitos vídeos como adolescentes brigando, um viciado engolindo drogas, uma jovem bêbada insinuando sexo oral com uma garrafa, uma câmera spy mostrando um homem usando calcinha e um punk colocando piercings, já podemos perceber que nada de interessante vai sair dai. Parece, que fomos enganados.

Do meu ponto de vista, America's Sickest Home Videos Part 2 é muito mais inferior do que o primeiro. Tanto na qualidade técnica, como também na intenção de deixar o espectador chocado. Mas, alguns vídeos aqui até que são capazes de ficar na nossa memória por algum tempo, como é o caso da mulher com seios gigantescos e uma cena onde duas pessoas, estão fazendo sexo na praia sem se intimidar com os outros banhistas. Um outro vídeo que merece um pouco de destaque, é de um homem com o pênis cheio de piercings, erguendo uma bola pesada com o mesmo. De resto, só umas "vídeos cassetadas" e outras bobagens. Nunca julgue um filme pela capa. 3/5

domingo, 15 de janeiro de 2017

America's Sickest Home Videos Part 1 (1999)


America's Sickest Home Videos é um filme que mostra vários vídeos amadores de alguns dos americanos mais retardados e suas performances masoquistas e absurdas.

Foi produzido pela Black Bambi Films nos anos 1990s (de acordo com o copyright nos créditos finais). Em 2011, ele acabou conquistando alguma popularidade, devido o relançamento em DVD distribuído pela Braim Damage Films. Não sei dizer ao certo se algum dia esse filme foi lançado em VHS, já que minha única ferramenta de pesquisa é a internet. Como a minha cópia do filme não é de boa qualidade, não é possível ver com clareza o ano de produção. E de acordo com o site IMDB, a Black Bambi Films produziu um documentário chamado 2001: The Final Breath (2000). Mais tarde, o filme ganhou uma sequência chamada America's Sickest Home Videos Part 2.


Misturando filme com documentário de choque, ASHV Part 1 começa com um exótico casal americano se preparando para assistir uma fita VHS com "Os vídeos mais doentes da América". A mulher (que claramente é um homem vestido como mulher), diz para o seu companheiro que o filme a seguir, contém muitas coisas desagradáveis e alguns vídeos divertidos. Como o filme é dividido em dois volumes, esse acabou herdando as cenas mais fracas...

O primeiro vídeo, é sobre um casamento coletivo envolvendo nudismo. Destaque para o padre peladão e um casal de idosos. Mas, isso não é perturbador e sim esquisito. O nosso próximo vídeo, é sobre uma discussão envolvendo uma mulher que acaba terminando em pancadaria. Isso foi em 1990 e a mulher em questão, tira a própria roupa para brigar (Esse vídeo aparece também no shockumentary BANNED FROM TV). O terceiro vídeo é de um homem tentando quebrar uma garrafa em sua cabeça e após inúmeras tentativas, ele finalmente consegue (BANNED IN AMERICA 2 também mostrou isso). Na sequência, um homem está descendo uma pista com um carrinho para se chocar contra várias caixas em chamas (também da coleção BANNED FROM TV). E finalmente, um vídeo que eu não conhecia em nenhum outro documentário. Mas, esse não é perturbador e nem engraçado. Se trata de um adolescente que coloca algum tipo de espuma no rosto de um homem que está embriagado. Após ver muitos vídeos familiares e outros bem tosco, acabei percebendo que o filme não é tão "Sickest" como o título sugere. Mas, isso não significa que qualquer pessoa possa assistí-lo.


A parte mais nojenta e perturbada do filme, é um vídeo de scat que nem consegue ser tão ofensivo assim. Se você acha que qualquer coisa no mundo é considerada SPOILER, então essa é uma boa hora de parar a leitura aqui mesmo e pular para o último parágrafo. Na Ásia, conhecemos um casal peculiar com um apetite no mínimo.... bizarro! A mulher defeca dentro de um prato bem diante das câmeras e na sequência, o homem devora todo o seu excremento com muita satisfação. E sem querer bancar o chato, essa é uma cena lançada na coleção japonesa "Arquivos da Morte" (eu tenho quase certeza que é no "Horrores" ou em "Mundo Cão").

O último vídeo é o mais longo de todo o filme. Se trata de uma brincadeira de muito mal gosto onde alguns adolescente idiotas, fazem várias coisas absurdas com um senhor que está totalmente embriagado. Eles colocam fogo por diversas vezes na roupa do homem, que é apagado depois de um tempo. Um dos jovem improvisa um "lança-chamas" com um isqueiro e um spray, que é disparado contra o homem — que ainda está com uma garrafa de bebida alcoólica na mão —. E acredite, todo esse "showzinho" de tortura e crueldade, estar sendo filmado por algum desses indivíduos. Um corte de cena acontece e vemos o homem sentado sobre uma cama. Ele recebe um spin e outros golpes de luta-livre (Wrestling profissional) de um dos jovem agressores. Parece divertido, mas prefiro não rir disso. De volta a sala, mais fogo na roupa da vítima. Especialmente, no meio das pernas. A vítima tem a cara pichada com um spray prateado e mais tarde, eles embrulham a cabeça dele com fita  adesiva e batem em seu rosto (para desperta-lo, já que o homem parece está sendo sufocado). Depois dessa cena digna de filme de terror, eles removem a fita com violência e lhe fazem um penteado no mínimo, ridículo. Fico me perguntando como esse vídeo foi parar na internet e se esses adolescentes, receberam algum tipo de punição... e desculpe, mas esse vídeo, também pode ser encontrado tanto em BANNED FROM TV como também no BANNED IN AMERICA, só que não em sua versão completa.


Concluindo, esse filme possui bons momentos, embora não seja tão chocante como deveria ser. O interessante nele, é a forma como cada um desses vídeos são mostrados. Bem parecido com o filme V/H/S. No intervalo de um vídeo para o outro, vemos os três personagens do filme (o terceiro não sei de onde apareceu) rindo, fazendo comentários, ficando chocados e até mesmo transando. Basicamente, temos aqui um "Shockumentary" dentro de um filme e isso não se ver todos os dias. Estou muito empolgado para assistir a segunda parte, já que ela promete ser mais perturbadora do que a primeira!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Banned In America II (1998)


Essa é a segunda parte da coleção Banned in America, lançado em 1998. Até o momento, são cinco documentários que mostram cenas brutais de morte e violência. Qualquer semelhança com Faces of Death e "Arquivos da Morte", não é mera coincidência. Pois cada uma destas franquias de documentários, representam uma parte do universo mórbido e brutal do gênero shockumentary.

O que são filmes shockumentary? Em poucas palavras, são documentários que mostram cenas explícitas de morte, violência ou qualquer outro tema considerado tabu ou extremo demais para os olhos mais sensíveis. E apesar do formato jornalístico, esses documentários nem sempre são educacionais. O principal objetivo da maiorias deles, é chocar o seu público mostrando o lado selvagem do mundo onde vivemos. Por isso, a maioria dos críticos consideram o shockumentary como um gênero sensacionalista. Vísceras, exposições de cadáveres, cabeças esmagadas, culturas bizarras, tortura, cirurgias, imagens de morte, assassinatos, vítimas de acidentes fatais e muito sangue. Você pode encontrar isso tudo isso e mais um pouco em um documentário de choque. Se a morte explícita impressiona você, não veja este filme e nenhum outro do gênero!


Banned in America 2 já começa tenso e muito gore. Em algum lugar da Ásia, um homem fica preso no teto de um elevador e é esmagado como um tomate, literalmente. O braço da vítima é mostrado diante da câmera, assim como um close de sua cabeça e uma expressão de morte em seu rosto difícil de encarar. Na sequência, vemos alguns videos que foram mostrados antes na coleção japonesa DEATH FILES (lançado aqui no Brasil como o nome "Arquivos da Morte"). Se isso é plágio, eu não sei. Prefiro pensar que um se inspirou no trabalho do outro, já que é muito comum vermos o mesmo vídeo em várias produções diferentes. É como ver uma manchete sendo transmitida ao vivo em vários canais ao mesmo tempo. Ninguém está copiando ninguém. No entanto, essa não é a primeira vez que BANNED IN AMERICA, utiliza vídeos importados de outros documentários lançados antes dele ou na mesma década.

Apesar de ser apenas 47 minutos de duração, o documentário consegue ser chocante na medida certa. No continente asiático, vemos algumas cenas de acidentes automobilísticos que impressionam. Cabeças esmagadas e corpos dilacelarados, sem nenhuma tarja preta ou borrões pixelados para reduzir o impacto da cena de morte. E claro, tudo aqui é real e foi documentado pelas câmeras de jornalistas e/ou cinegrafistas amadores. Em uma visita a sala de necrotério, vemos uma exposição de corpos decapitados ao lado de suas cabeças. Mas nada é mais impressionante como um homem cortado ao meio e ainda com vida, mas esse acaba morrendo antes mesmo de receber os primeiros socorros médicos.


Diferente do original BANNED IN AMERICA, essa sequência contém umas imagens no mínimo... sem graça! Como por exemplo, algumas cenas de acidentes aéreos que apesar de ser algo triste de se ver, não é tão chocante assim. Existe também um vídeo de um cara tentando quebrar uma garrafa de vidro em sua cabeça que só mesmo um fã de JACKASS poderia achar engraçado. Também temos uma demonstração de como um piercing masculino e feminino é colocado nas partes íntimas, bem como um homem comendo escorpiões vivos, tourada, briga de Pit bulls e outras coisas que eu prefiro que você veja com seus próprios olhos.

Assim como acontece na maioria das sequências de filmes, essa segunda parte é inferior ao primeiro. Em BANNED IN AMERICA I, temos uma coleção de vídeos mistos que foram selecionados a dedo. Já em BIA 2, existem muitas cenas grotescas de mortes, mas boa parte do material não consegue surpreender tanto como o seu antecessor. Parece que alguns vídeos só estão presente aqui para servirem como "tapa buracos" e isso acabou reduzindo a qualidade do material. Para a nossa alegria, ainda existem três volumes que foram lançados depois deste e claro, o FILMES PERTURBADORES vai falar de cada um deles no futuro !

domingo, 8 de janeiro de 2017

Death Scenes (1989)


Olá, sejam todos bem-vindos ao FILMES PERTURBADORES. Vamos iniciar o ano de 2017, falando de um Shockumentary que para quem não sabe, é um documentário feito para chocar! E o que seria mais chocante do que a morte? Todos nós vamos morrer algum dia, só não sabemos onde, como e nem quando. Mesmo que a morte seja inevitável e faça parte do ciclo da vida de cada espécie, todos temem a sua chegada. E não é à toa que documentários como "Faces da Morte" são tão ofensivos para a maioria das pessoas. Dessa vez, falaremos sobre um documentário chamado DEATH SCENES que na época, foi confundido e apelidado com o nome Faces of Death VII, apesar de não ter nenhuma ligação com a franquia iniciada por Conan LeCilaire.

Lançado em 1989, o filme foi dirigido por Nick Bougas que não só criou vários documentários sobre a morte e serial killers, mas também, chegou a produzir documentários sobre estrelas de Hollywood. Em especial, Sinatra: An Unauthorized Biography of the Legend de 1992. Por mais que Bougas seja um diretor talentoso, a estrela principal deste filme não é ele. Mas sim, um ocultista e adorar de Satanás!


DEATH SCENES é apresentado e narrado por Anton Szandor LaVey, um ocultista famoso no universo do satanismo. Ele é o fundador da igreja de Satã e autor de vários livros sobre ocultismo, assim como A Bíblia Satânica lançada em 1969. Ele também é o responsável pelo primeiro batismo satânico da história (realizado com sua filha), bem como o primeiro funeral satânico (e também foi um grande mentiroso, mas isso não vem ao caso). Nada melhor do que um satanista para apresentar um documentário sobre a morte, certo? Isso só torna a experiência ainda mais desagradável e única. 

O filme não tem nenhuma legendas ou melhor dizendo, ninguém nunca foi capaz de fazer as legendas para ele. Então basicamente, Anton LaVey apresenta o seu "show" e nos mostra um álbum de fotos com centenas de fotos de pessoas mortas que faleceram entre os anos 1940 a 1950. Inicialmente, vemos várias fotos criminais de pessoas que morreram após cometerem suicídio. Em sua maioria, com um tiro na cabeça ou por enforcamento. Todas as fotos assim como o próprio filme, são em preto e branco, mas isso não reduz muito o impacto de cada uma delas. E mesmo não entendendo muito de inglês, é possível acompanhar boa parte do que se passa em cena. 

Depois de mostrar várias fotos de pessoas mortas (tantas que até cheguei a apelidar esse filme de "Death Slide" entre meus amigos), a apresentação em slide termina e mostra alguns cenas de filmes de faroeste, assim como outros títulos violentos para aquela época. O satânico Anton LaVey, fala sobre algumas estrelas de Hollywood que morreram tragicamente, bem como as fotos de cada uma delas. O documentário até arruma um tempo para mostrar cenas do filme original Frankenstein e até mesmo, comenta um pouco sobre o notório serial killer Jack The Riper. Fotos de pessoas com as vísceras expostas são mostradas, provavelmente vitimadas por Jack o Estripador. Nesse meio tempo, várias outras fotos de mortes, assassinos psicóticos e estupradores são mostrados. E como já era de se esperar, o documentário mostra vários cadáveres de vítimas que foram mortas durante a guerra.


DEATH SCENES é o primeiro volume de uma trilogia dirigida por Nick Bougas, também conhecido como o lendário humorista "A Wyatt Mann". Ele também escreveu e produziu todos os seus outros documentários, inclusive um sobre o famoso "serial killer" Charles Manson, responsável por vários assassinatos nos EUA. Sabendo disso, é certo dizer que Bougas tem um interesse muito forte em documentar assuntos relacionados a mortes e o shockumentary, parece ser uma boa ferramenta para ele transmitir a sua ideia. Não podemos esquecer de Anton LaVey que desempenha um papel muito importante neste documentário. Logo na abertura, ele é nos apresentado como uma figura bastante obscura, bem parecido com Zé do caixão (AKA Coffin Joe) em À Meia‑Noite Levarei Sua Alma. Eu ainda não terminei de ver todos os filmes que fazem parte desta coleção chamada DEATH SCENES. Mas, posso afirmar que esse não é nem de longe, o mais brutal capítulo da saga. E os outros, não são em preto e branco...