sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Breaking her Will (2009)


O Filme é sobre um sádico homem que sequestra uma bela mulher para satisfazer-lo sexualmente, em jogos cheios de sadismo, humilhação, BDSM (sadomasoquismo), tortura física e psicológica.

Este é o mais perturbador filme do filmmaker Bill Zebub, um diretor de filmes Underground responsável pela criação de inúmeros filmes sexplotation de baixo orçamento. seus filmes são famosos pela exploração do corpo feminino, onde as atrizes atuam na maioria das vezes nua ou com roupas íntimas bem sensuais (algo bem comun nesse subgênero do exploitation, mas Bill Zebub consegue fazer isso com perfeição e muito erotismo). uma outra característica que define a sua obra, é o tema religioso que é tratado com muita blasfêmia, onde por muitas vezes o nome de Jesus esta estampado nos título que compõe a filmografia do diretor. eu tive a oportunidade de assistir alguns dos melhores B-movie do insano Bill Zebub, entre eles, Breaking her Will é um título indispensável para aqueles que amam/odeiam ver uma mulher sofrendo abuso sexual nas mãos de um psicopata sem coração. a resenha abaixo, contém alguns possíveis SPOILERs.


O Filme começa com uma bela mulher (Kathy Rice) pedindo carona, naturalmente ela aceitaria entrar no carro de qualquer um, desde que o motorista não seja um assassino ou um estuprador, é claro. mas, acontece que esse tipo de pessoa não carrega uma mensagem tatuada na testa escrito "Eu sou um psicopata". então, a desventurada mulher aceita a carona de um homem cuja aparência é de um gordo viciado em cerveja e futebol. o homem de aspecto gentil dirige o carro levando consigo a mulher. a viagem dura pouco tempo, tempo suficiente para levar o veículo até uma rota estranha livre de qualquer testemunha. a mulher se assusta um pouco devido a parada súbita não programada, o motorista sai do carro e vai até o porta-malas pegar um punhal, assim ele aborda a sua vítima e a leva até o seu esconderijo.

A residência do sequestrador é uma casa simples como qualquer outro lar americano, mas, grande parte do filme acontece dentro de um porão. a mulher se encontra deitada no chão, com uma possível mascarado de BDSM no rosto (que impede que ela fale ou veja qualquer coisa), algemas no pulso e um voyeur louco feliz como um retardado devido o sucesso de sua operação. por alguns segundos o espectador ver somente uma tela preta e sons de passos, ruídos estranhos e a vítima tentando falar com uma mordaça em sua boca. ficamos na visão em primeira pessoa dela por um tempo para sentir um pouquinho na pele o sofrimento da vítima, até que o foco do filme retorna para a câmera padrão revelando o estado da mulher cativa.


O homem (Jackie Stevens) acariciar o corpo dela com um punhal, logo fica dando algumas marteladas para atormentar a sua presa. ele faz algumas ameaças a ela e a coloca sobre algum tipo de plataforma em formato de cruz que ele mesmo desenvolveu. a partir daqui, o sofrimento dela só aumenta. ele corta a roupa de sua escrava sexual com um punhal, em seguida senta no tronco dela e faz de conta que está dirigindo um carro em alta velocidade (ele até interpreta uma batida, se jogando com violência para o lado). diversos métodos de tortura são usado pelo sequestrador, que incluem "beliscões" de alicate, furadas com uma agulha de costura e até mesmo uma garrafa que tem o gargalho lubrificado e introduzido dentro da vagina da escrava (a cena não é explícita, mas é desconfortante da mesma forma). existem também outras cenas bem marcantes e perturbadoras em Breaking her Will, mas deixarei que você mesmo descubra isso caso resolva se aventura neste filme.

A vítima passa vários dias sendo submissa nas mãos sádica de seu sequestrar, ele registra em seu diário todo o processo de evolução da mulher que, cada dia mais esta cedendo aos seus caprichos. sexo oral e comer como uma cachorrinha se torna rotina na vida dela. ele exige ser reconhecido como um Deus na vida dela, que ande sem roupas na sua presença e que só fale quando tiver permissão. existe uma cena bem forte e machista que eu não poderia deixar passar despercebido; o "mestre" está assistindo televisão e tomando cerveja em sua poltrona, enquanto a escrava se serve como mesa de centro para apoiar os pés dele. a mulher passa a servir todas as ordem de seu mestre, dorme na mesma cama que ele e caminha livremente pela casa. muitas foram as chances que ela teve para escapar ou de pegar alguma faca disponível na cozinha, ele de fato conseguiu alcançar o seu objetivo: quebrar a vontade dela de fugir.


É fácil julgar e dizer que a vítima é burra por não escapar, mas a verdade é que ela esta sofrendo uma Síndrome de Estocolmo, que é quando a vítima se apaixona pelo violador/Raptor (como também acontece em poughkeepsie tapes ou com a Amanda Young de "Jogos Mortais"). existe casos de pessoas que, após conquistarem a liberdade, se sentiram infelizes e sem vontade de viver longe do seu estuprador. Breaking her Will apesar de ser um filme fictício, retrata muito bem uma realidade que acontece com varias mulheres, que de alguma forma sofrem abusos sexuais ou vivem em prisão domiciliar (cacere de privado) nas mãos do seu companheiro ou de algum maníaco sexual.

Embora a temática do filme seja voltada ao erotismo, Breaking her Will não é um filme pornográfico. para ser sincero, as cenas de sexo é o único ponto negativo que eu consegui encontrar, acho que poderia ter ficado melhor caso fosse pelo menos um pouco mais explicito. ambos atores interpretaram muito bem suas personagens, Kathy Rice sabe atuar naturalmente mesmo estando pelada o tempo inteiro em cena, enquanto que Jackie Stevens consegue de fato agir como um verdadeiro psicopata. uma coisa que é mostrada com muita frequência no filme, são os momentos de lazer do sequestrador. ele tem um Hobby bem estranho, que consiste em ver fotos eróticas de mulheres posando nua em crucifixo através do site crucified-women.com (eu achava que esse site de fetiche era fictício, mas ele existe de fato).


O diretor Bill Zebub faz uma breve aparição neste filme, em uma cena em que protagonista esta caminhando sozinha "livremente" por uma trilha na floresta. ela se negava a conversar muito com ele e tão pouco decide pedir ajuda, muito pelo contrário, ela sai da presença dele e retorna para a sua "casa" onde o seu dominador está esperando. isso é muito triste. a música ambiente do filme foi criada por Coph Nia e Sophia, ambos artistas são da Cold Meat Industries, já a trilha sonora metal é um arranjo especial da banda Communic do Álbum Conspiracy in mind.

Breaking her Will é mais um daqueles filmes que não possuem legendas, mas, embora os diálogos sejam muitos, é possível acompanhar o enredo, principalmente se você tiver um bom domínio no inglês. confesso que eu não consegui consumir 100% da história, mas deu para entender todos os acontecimentos, desde o princípio até o final trágico (eu não vou revelar como o filme termina, mas, existe uma pequena chance de você ficar comovido com a angústia do sequestrador). por fim, eu posso admitir que eu realmente adorei este filme, mas não é recomendado para pessoas sensíveis. Ah, eu já ia me esquecendo... nunca aceitem caronas de estranhos, esse é um conselho de amigo. 

Um comentário:

  1. Esse filme me lembra um tema muito polêmico que é o relacionamento abusivo. rs

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